O suspeito de matar a idosa Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, foi preso no final da tarde de quarta-feira, 22, por policiais civis de Nova Londrina com apoio de investigadores da Polícia Civil de Maringá. A prisão de Elísio Basílio da Silva, de 60 anos, ocorreu no Jardim Alvorada.
Informações divulgadas pela advogada da família indicam que o investigado mantinha contato com a vítima havia mais de um ano e teria utilizado diferentes estratégias para conquistar sua confiança. Dona Eulália chegou a escrever o nome do suspeito em uma Bíblia, acompanhado de um pedido de oração.
O registro, encontrado pelos familiares após o desaparecimento da idosa, reforçou a suspeita de que ambos mantinham uma relação de proximidade muito antes dos fatos investigados. Uma testemunha também afirmou tê-lo visto na companhia de Dona Eulália.
Conforme a advogada Josiane Monteiro, a identificação foi dificultada inicialmente porque o homem costumava esconder o rosto em algumas ocasiões. A investigação também aponta que Elísio Basílio utilizava perfis falsos em redes sociais para se aproximar de mulheres da mesma faixa etária.
Segundo a advogada, mesmo após o desaparecimento e a morte de Dona Eulália, ele teria continuado utilizando essas contas e monitorando o andamento das buscas. Para a família, a principal motivação do crime teria sido financeira.
A suspeita é de que o investigado soube que a idosa receberia uma quantia em dinheiro e passou a incentivá-la a realizar saques bancários. Por esse motivo, a família acredita que o caso possa ter características de latrocínio, quando há roubo seguido de morte.
As investigações ainda apontam que o suspeito conhecia a região de Nova Londrina e Loanda, onde teria vivido anteriormente. Esse conhecimento da área é considerado um dos fatores que podem explicar a escolha do local onde o corpo da vítima foi encontrado.
O corpo de Dona Eulália foi localizado no dia 14 de julho, na região de Porto Tigre, em Nova Londrina, e a identificação ocorreu posteriormente por meio de exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), utilizando a arcada e a prótese dentária da vítima.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer toda a dinâmica do crime e apurar se outras pessoas participaram da ação. Novas testemunhas ainda deverão ser ouvidas, e outros elementos reunidos durante o inquérito poderão contribuir para o esclarecimento completo do caso.
André Almenara













