A sensação de insegurança cresce a cada dia na região central de Maringá. Comerciantes, trabalhadores e famílias que circulam diariamente pela área mais movimentada da cidade relatam um problema que cresce diante dos olhos da população.
O aumento no número de moradores em situação de rua, usuários de drogas e traficantes atuando livremente em espaços públicos. No último final de semana, cenas revoltantes foram flagradas na Praça Napoleão Moreira da Silva, conhecida popularmente como Praça das Pernambucanas.
Homens e mulheres utilizavam entorpecentes e negociavam drogas sem qualquer receio, tudo em plena luz do dia, diante de pessoas que passavam pelo local, incluindo crianças e famílias inteiras. Comerciantes da região afirmam que a situação chegou ao limite.
A praça, que deveria ser um espaço de convivência, descanso e circulação de consumidores, acabou se transformando em um ponto constante de tráfico, consumo de drogas e desordem. Lojistas convivem diariamente com abordagens agressivas, furtos, ameaças, depredações e clientes assustados.
Muitos empresários afirmam que já perderam consumidores que evitam frequentar a região por medo e insegurança. Os comerciantes cobram providências urgentes das autoridades. Diversas reuniões já foram realizadas com representantes da ACIM, na tentativa de buscar soluções para o problema.
No entanto, quem trabalha na área central afirma que pouca coisa mudou. Apesar do trabalho frequente da Guarda Municipal, que constantemente realiza patrulhamentos e abordagens, os próprios comerciantes relatam que as ações não têm sido suficientes para conter o avanço do tráfico.
Outro ponto levantado pelos empresários é a ausência mais constante da Polícia Militar na região central. O sentimento entre trabalhadores e moradores é de abandono. Enquanto o problema cresce, famílias continuam atravessando diariamente espaços ocupados pelo tráfico de drogas.
A população agora cobra uma ação conjunta, firme e imediata das autoridades municipais, forças de segurança e setores responsáveis pela assistência social. O centro de Maringá, cartão-postal e coração comercial da cidade, pede socorro.
André Almenara















