A Polícia Civil de Sarandi ouviu, na manhã desta quinta-feira, 9, o morador da residência e outros três vizinhos que se envolveram na contenção de um homem que invadiu uma casa e morreu após ser agredido. O caso aconteceu durante a madrugada, no Jardim dos Ipês.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela equipe de investigação mostram o momento em que o homem pula o portão e entra no imóvel. Conforme as informações apuradas, o invasor não era conhecido pelo proprietário da residência.
Após analisar as primeiras diligências e os elementos reunidos no local, a autoridade policial optou por não autuar o morador em flagrante. O entendimento inicial é de que o caso apresenta indícios de uma nítida situação de legítima defesa da vida, da integridade física dos familiares e da propriedade.
O proprietário permaneceu no endereço após o ocorrido, colaborou com as equipes policiais e posteriormente prestou depoimento formal na Delegacia de Polícia Civil de Sarandi. Outros três vizinhos que participaram da ocorrência também foram ouvidos. Os quatro foram liberados na sequência.
Apesar da decisão de não realizar a prisão em flagrante, o inquérito policial permanece em andamento. A investigação deverá apurar todas as circunstâncias do caso, incluindo se houve moderação e proporcionalidade nos meios utilizados durante a contenção do invasor.
A Polícia Civil requisitou ao Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá os exames de necropsia e toxicológico, que deverão apontar a causa exata da morte. Há indícios de que o homem poderia estar sob efeito de substâncias entorpecentes no momento em que invadiu a residência.
A investigação também aguarda o laudo técnico do Instituto de Criminalística, responsável pela perícia realizada no local da ocorrência. As imagens das câmeras de segurança da residência já foram recolhidas e analisadas pelos investigadores.
O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil de Sarandi, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos. O site optou por não divulgar os nomes dos envolvidos por questão de segurança.
André Almenara













