O advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, acusado de matar a médica Gassí Paola de Souza Mazia, de 37 anos, permaneceu em silêncio durante o interrogatório realizado na manhã desta terça-feira, 15, na Delegacia da Mulher de Maringá.
João Vitor foi escoltado da carceragem da Cadeia Pública de Maringá até a unidade especializada da Polícia Civil, localizada no mesmo complexo. Ele seria ouvido pela delegada Paola Batista, responsável pela investigação do caso.
A passagem do investigado pelo gabinete foi rápida. Cerca de cinco minutos depois de entrar no local, João Vitor deixou a sala sem prestar depoimento. Orientado por seus advogados, ele exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio e, posteriormente, foi conduzido ao setor de carceragem.
Segundo a delegada, foi dada ao investigado a oportunidade de se manifestar e apresentar sua versão dos acontecimentos. João teria informado, porém, que está impossibilitado de falar. Por esse motivo, Paola também ofereceu a possibilidade de realização do interrogatório por escrito, porém, não quis.
A médica Gassí Paola foi encontrada morta no dia 5 de setembro, dentro do apartamento onde morava, na Avenida Itororó, em Maringá. O corpo apresentava múltiplos ferimentos provocados por golpes de faca, além de lesões na região do pescoço compatíveis com esganadura.
O bebê de oito meses estava no apartamento no momento em que a médica foi encontrada morta. João Vitor, ex-companheiro da vítima e pai da criança, é apontado pela investigação como autor do crime e permanece preso enquanto o caso é investigado pela Polícia Civil.
André Almenara













