O motorista da caminhonete VW Amarok envolvida em um grave acidente que deixou uma pessoa morta e outra ferida na manhã desta terça-feira, 1, na Avenida Londrina, prestou depoimento à Polícia Civil após se apresentar espontaneamente na delegacia.
Durante o interrogatório, Edilson Carvalho dos Santos, de 45 anos, foi informado sobre seus direitos constitucionais, inclusive o de permanecer em silêncio. No entanto, decidiu apresentar sua versão sobre o que teria acontecido momentos antes da colisão.
Segundo o delegado José Pacheco, responsável pelo caso, o motorista afirmou que havia trabalhado durante a noite e seguia para casa por um trajeto que costuma fazer diariamente quando teria sofrido um “apagão”. A suspeita, diante do relato apresentado, é de que ele possa ter adormecido ao volante.
De acordo com a versão do próprio condutor, quando retomou a consciência, o acidente já havia acontecido. Após a colisão, o motorista abandonou o local. Questionado pela Polícia Civil, ele alegou que entrou em desespero e deixou a área por medo de ser agredido ou linchado por pessoas.
Ainda conforme o relato prestado à polícia, Edilson Carvalho teria passado em casa, entrado em contato com a esposa para comunicar o ocorrido e, posteriormente, seguido para a delegacia, onde se apresentou espontaneamente.
O delegado informou ainda que o motorista não possui antecedentes criminais, é habilitado e foi submetido ao teste de alcoolemia que apontou zero para ingestão de álcool. Inicialmente, o caso deverá ser investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa.
Também será apurada a conduta do motorista por ter deixado o local após a batida. A caminhonete foi apreendida e deverá passar por perícia. O trabalho pericial será importante para auxiliar a investigação na reconstrução da dinâmica do acidente e na confirmação das circunstâncias que provocaram a colisão.
André Almenara













