A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 16 de abril, mais uma fase da Operação Easy Fall, com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em dois endereços na cidade de Maringá.
Com apoio de policiais civis da Delegacia de Estelionatos de Maringá, os mandados foram cumpridos em uma casa no Jardim Munique e no Portal das Torres. Entre os alvos da operação está um investigado que, segundo informações apuradas pela polícia, já trabalhou como motoboy no estado de São Paulo.
O suspeito atualmente é apontado como integrante do núcleo financeiro de uma organização criminosa especializada em estelionato e lavagem de dinheiro. A rápida ascensão patrimonial levantou suspeitas dos investigadores, que passaram a analisar a evolução financeira do suspeito.
A operação é conduzida pelo Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo, por meio do Setor de Investigações Gerais da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes, com apoio da Delegacia de Estelionatos de Maringá.
As investigações apontam que o grupo utilizava um sofisticado esquema de engenharia social, no qual as vítimas eram induzidas a acreditar que estavam sendo investigadas por uma falsa força-tarefa composta por órgãos policiais e fiscais.
Sob pressão psicológica e ameaças veladas, as vítimas eram convencidas a transferir grandes quantias de dinheiro para contas indicadas pelos criminosos. No caso investigado, uma das vítimas sofreu prejuízo de R$ 488 mil, após ser coagida e realizar transferências via PIX.
Durante o cumprimento dos mandados em Maringá, os policiais civis apreenderam uma Porsche, outros dois carros de luxo, duas motos BMW, máquinas de cartão, cartões bancários em nome de terceiros, telefones celulares e relógios, indícios que reforçam a suspeita de lavagem de dinheiro.
Os automóveis foram encaminhados ao pátio da Polícia Civil de Maringá, enquanto os demais materiais apreendidos seguiram para análise no Setor de Investigações Gerais da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes.
A Polícia Civil destaca que as investigações continuam e que o mesmo modus operandi já foi identificado em outros estados, como Distrito Federal e Rio Grande do Sul, indicando a atuação de uma organização criminosa estruturada e de alcance interestadual.
André Almenara




















