Amanda Regina de Lima vive dias de revolta, indignação e sofrimento após ter acesso a um vídeo que mostra a filha dela, hoje com cinco anos, sendo vítima de supostas agressões dentro de uma escola infantil particular de Maringá. A pessoa envolvida seria professora da instituição de ensino.
Os fatos ocorreram em novembro de 2023, quando a criança tinha apenas três anos e estava matriculada na unidade por meio de vagas compradas pela Prefeitura Municipal de Maringá. Segundo Amanda, à época ela recebeu informações de que teria ocorrido um incidente envolvendo sua filha.
Preocupada, a mãe procurou a direção da escola, mas foi informada posteriormente, inclusive por meio de um áudio enviado no início de 2024, de que o ocorrido não teria envolvido sua filha. A orientação da diretoria foi para que a mãe ficasse tranquila.
Meses depois, o caso ganhou novos desdobramentos. Amanda foi intimada pelo Núcleo de Proteção À Criança e o Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), onde prestou depoimento e levou a filha para atendimento psicológico.
O choque veio na última terça-feira, 24, quando Amanda teve acesso, dentro dos autos do processo, a um vídeo cedido pela própria escola ao Ministério Público do Paraná (MPPR). As imagens mostram a professora denunciada agindo com truculência e usando força física contra a criança no refeitório.
De acordo com a mãe, apesar de a criança hoje não apresentar as mesmas características de comportamento, na época ela demonstrava medo de permanecer na escola, especialmente na presença da professora investigada.
Amanda afirma que sempre suspeitou de algo errado, mas só agora, ao ver o vídeo, teve a confirmação da gravidade do que ocorreu. O Ministério Público denunciou formalmente a professora. A família agora é acompanhada pelo advogado criminalista Fernando de Paula, que deve adotar novas medidas judiciais.
Segundo a defesa, além do processo criminal, deverão ser ajuizadas ações contra a Prefeitura de Maringá e contra a instituição de ensino, sob a alegação de omissão de informações e falhas na proteção da criança.
Se tivessem sido claros desde o começo, se tivessem dito que algo realmente aconteceu e que estava sendo apurado, talvez muita coisa tivesse sido diferente”, desabafa Amanda. O caso segue em andamento na Justiça.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
À Comunidade Escolar e ao Público em Geral,
A instituição de educação infantil Pais e Filhos vem a público manifestar seu veemente repúdio aos atos de informação leviana direcionados a esta escola ontem. É fundamental esclarecer que o fato narrado contém inverdades.
Ao perceber uma ação que não condizia com nossos preceitos, a instituição tomou as medidas necessárias, em novembro de 2023, a colaboradora foi desligada no mesmo dia. O caso passou por investigações em segredo de justiça para preservar a exposição de menores.
A denúncia foi formalmente acatada pelas autoridades competentes no mês de março de 2026, e importante ressaltar que todos os envolvidos foram devidamente comunicados e acompanharam cada etapa do processo.
Na época em questão, a escola fez a denúncia junto ao NUCRIA, a Delegacia Especializada de Combate à Violência contra Crianças e Adolescentes, formalizando a comunicação e levando todos os relatos pertinentes à situação.
Além disso, denunciamos à Seduc (Secretaria de Educação), ao Setor de Proteção à Criança, à Nona Delegacia Regional e ao Conselho Tutelar. Órgão de competência para esta resolução. A nossa prioridade, enquanto instituição, é garantir o bem-estar das crianças e o cuidado com as famílias.
Em situações que comprometem a segurança e integridade dos nossos alunos, como neste caso, não hesitamos em agir. Protocolamos a denúncia para investigação, em conformidade com os protocolos de segurança e proteção à criança, conforme estabelecido pela Lei nº 8.069/1990 (ECA).
Este processo foi acompanhado por órgãos competentes, como a Secretaria de Educação (Seduc) e o Setor de Proteção à Criança do Município, além da comunicação ao Conselho Tutelar. Reiteramos nosso compromisso em preservar um ambiente acolhedor e seguro para as crianças.
Não toleramos qualquer forma de autopromoção que exponha a criança ou qualquer outra pessoa a situações prejudiciais. Agradecemos a compreensão e o apoio de todos neste momento, reafirmando nosso compromisso com um ambiente educativo de qualidade, amor e respeito.
André Almenara














