A Polícia Civil de Maringá deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 20, uma operação contra um grupo investigado pelos crimes de furto qualificado e lavagem de dinheiro. Os suspeitos teriam causado um prejuízo estimado emR$ 6,2 milhões a uma empresa localizada em Maringá.
As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Maringá, Paiçandu, Nova Esperança, Alto Paraná e São Pedro do Paraná. A operação teve como objetivo reunir provas, apreender bens e aprofundar as investigações sobre um esquema criminoso que teria funcionado durante anos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam aproximadamenteR$ 48 mil em dinheiro, caminhonetes de luxo, quatro caminhões, incluindo caminhão boiadeiro, um trator, uma lancha, dois jet skis e um quadriciclo.
Também foram apreendidas três pistolas, sendo duas de calibre 9 milímetros e uma de calibre .40, além de centenas de munições. A Justiça determinou o bloqueio deR$ 4,8 milhões em contas bancárias dos investigados, com o objetivo de garantir uma possível reparação dos prejuízos causados à empresa.
Apesar da grande quantidade de bens apreendidos, ninguém foi preso durante a operação. Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso contava com a participação de funcionários da própria empresa vítima e integrantes de outra empresa, responsáveis pela retirada irregular de cargas de farelo de milho.
As investigações apontam que caminhões entravam vazios no estabelecimento e eram carregados com o produto. Para permitir a saída das cargas sem o devido registro, funcionários envolvidos no esquema teriam manipulado o sistema de pesagem da empresa.
Dessa forma, grandes quantidades de farelo de milho teriam sido retiradas irregularmente, causando prejuízos milionários ao longo dos anos. As investigações identificaram 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, suspeitos de integrar uma estrutura organizada para lesar a empresa.
O prejuízo total estimado chega a R$ 6,2 milhões. A Polícia Civil de Maringá informou que as investigações tiveram início em dezembro de 2025, após a prisão em flagrante de integrantes do grupo pelo crime de furto qualificado.
A partir dessas prisões, os investigadores aprofundaram as diligências e identificaram indícios de uma estrutura criminosa com divisão de tarefas, participação de diferentes envolvidos e movimentações financeiras relacionadas aos crimes investigados.
Durante a apuração, os policiais também identificaram suspeitas de lavagem de dinheiro, com transferências entre contas bancárias e operações financeiras que teriam como finalidade dificultar a identificação da origem dos valores obtidos ilegalmente.
Outro ponto identificado pela polícia foi a suposta tentativa de ocultação de patrimônio após as primeiras prisões realizadas em dezembro de 2025. Integrantes do grupo teriam transferido veículos para nomes de terceiros e realizado negociações simuladas envolvendo imóveis rurais.
O objetivo era tentar dificultar o rastreamento e a localização dos bens. A suspeita é de que essas movimentações tenham sido realizadas para esconder recursos e patrimônio relacionados ao esquema de furtos.
A operação desta terça-feira representa mais uma etapa das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Maringá. Os materiais apreendidos e as informações financeiras serão analisados para esclarecer a participação de cada investigado e identificar a destinação dos recursos.
André Almenara


















