Policial

Júri termina de madrugada com condenação de três réus pela morte de vigilante em Maringá

Durante os debates, uma declaração da advogada que atuou na acusação chamou a atenção e provocou surpresa entre os irmãos Riguetto.

Três réus foram condenados pela morte do vigilante Igor Santos Artigas, assassinado a tiros em fevereiro de 2019, em Maringá. O julgamento terminou por volta de 0h30 desta terça-feira, 6, encerrando uma das principais etapas do processo mais de sete anos após o crime.

Alessandro da Silva Riguetto foi condenado a 24 anos, quatro meses e 25 dias de reclusão, além de nove meses e dez dias de detenção e 38 dias-multa. O irmão dele, Leandro da Silva Riguetto, recebeu pena de 22 anos de reclusão, além de seis meses de detenção e 38 dias-multa.

Já João Alencar Giacomo, o vulgo 'Na Bota', que respondia ao processo em liberdade, teve a pena fixada em 13 anos e nove meses de reclusão. Segundo a denúncia do Ministério Público, Alessandro e Leandro participaram diretamente dos disparos que provocaram a morte de Igor. 

João Alencar, por sua vez, teria sido responsável por conduzir o veículo utilizado no crime. Igor foi morto na região da Avenida Carlos Borges com a Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, no Conjunto Borba Gato, em Maringá. 

Conforme a investigação, Igor estava em uma motocicleta quando passou a ser seguido pelos autores, que ocupavam um Honda Fit. O vigilante foi atingido por diversos disparos e morreu no local. Após o homicídio, o veículo que era furtado foi incendiado e abandonado na região do Parque Itaipu.

A investigação apontou ainda que a execução teria sido planejada e estaria relacionada a uma antiga disputa envolvendo a atuação profissional de Igor na área de segurança. Um quarto acusado, Maikon Wellington Ferreira, também respondia pelo homicídio.

Ele, no entanto, foi assassinado a tiros em 2023, na cidade de Paiçandu, e, por esse motivo, não chegou a ser levado a julgamento pelo caso. Um dos momentos que mais chamou a atenção durante o júri ocorreu durante a manifestação da advogada Josiane Monteiro, que atuou ao lado da acusação.

Em plenário, segundo o relato feito durante o julgamento, a advogada afirmou que João Alencar Giacomo teria sido responsável por fornecer informações que contribuíram para a identificação da participação dos irmãos Riguetto no crime.

A declaração teria surpreendido Alessandro e Leandro, que, conforme exposto no próprio plenário, teriam tomado conhecimento naquele momento da informação apresentada pela advogada. A situação provocou um clima de surpresa durante a sessão.

Familiares de Igor acompanharam o julgamento desde o início. Entre eles estavam a mãe e os filhos da vítima. A família aguardava havia anos pelo desfecho do processo e deixou o plenário aliviada após a decisão dos jurados e a leitura das sentenças.

A esposa de Igor à época do crime também vivenciou de perto a tragédia. Após o homicídio, ela chegou ao local e encontrou o marido já sem vida. A advogada Josiane Monteiro também demonstrou satisfação com o resultado do julgamento. 

Com a condenação dos três réus, chega ao fim a etapa do Tribunal do Júri de um processo iniciado após a execução do vigilante, ocorrida há mais de sete anos em Maringá. Após receber a sentença da juíza, o réu João Alencar foi algemado pelos policiais e conduzido à viatura.


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