O Ministério Público ofereceu formalmente denúncia contra o advogado João Vitor Domingues Romero, de 25 anos, acusado do feminicídio da médica Gassí Paola de Souza Mazia, de 37 anos. O crime ocorreu no dia 5 de setembro, dentro do apartamento onde a vítima morava, na Avenida Itororó.
A denúncia foi oferecida no domingo, 27, após a conclusão do inquérito conduzido pela Delegacia da Mulher de Maringá. Além do feminicídio, o MPPR atribui ao acusado circunstâncias relacionadas a motivo torpe, meio cruel e utilização de recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima.
João Vitor também foi denunciado por abandono de incapaz. O caso envolve o filho do ex-casal, um bebê de oito meses, que estava no apartamento no contexto do crime. O Ministério Público ainda pediu à Justiça a fixação de um valor mínimo de R$ 200 mil a título de indenização aos familiares de Gassí.
Gassí foi morta no início da noite de 5 de setembro. Conforme o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), a médica sofreu 14 golpes de faca e também foi vítima de esganadura. Ela trabalhava em uma Unidade Básica de Saúde de Sarandi.
João Vitor, ex-companheiro da médica e pai do filho dela, foi localizado cerca de uma hora e meia depois em Mandaguari, apresentando ferimentos. Ele recebeu atendimento do Samu e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permaneceu sob escolta policial.
Posteriormente, a Justiça decretou sua prisão preventiva. Durante o andamento da investigação, o advogado foi conduzido à Delegacia da Mulher, mas permaneceu em silêncio. Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou João Vitor pelos crimes de feminicídio e abandono de incapaz.
Com o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, caberá agora à Justiça analisar o recebimento da acusação e dar prosseguimento ao processo criminal. O advogado João Vitor permanece preso preventivamente.