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Médica, mãe e querida pelos colegas: quem era Gassi Paola, assassinada dentro de apartamento em Maringá

Profissional de 37 anos trabalhava na rede pública de saúde de Sarandi e tinha realizado havia poucos meses um de seus maiores sonhos: ser mãe. Ex-companheiro é apontado como principal suspeito do feminicídio.

A morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, causou comoção entre familiares, amigos, pacientes e profissionais da saúde da região. A médica foi assassinada dentro do apartamento onde morava, na Avenida Itororó, em Maringá.

Gassi trabalhava na Unidade Básica de Saúde do Jardim Nova Aliança, em Sarandi, onde atuava no atendimento à população. Após a confirmação da morte da servidora, o município divulgou uma nota de pesar e manifestou repúdio a toda forma de violência contra as mulheres.

Além da carreira dedicada à medicina, Gassi Paola era mãe de um menino de apenas oito meses. A família da médica mora em Maringá. O bebê, inclusive, estava dentro do apartamento quando a mãe foi encontrada morta.

A criança estava no sofá quando policiais conseguiram entrar no imóvel. Familiares assumiram imediatamente os cuidados com o menino que passa bem. O principal suspeito do crime é o pai da criança e ex-companheiro da médica, o advogado João Vitor Domingues Romero, de 25 anos.

Informações obtidas pelo site junto a pessoas ligadas à vítima apontam que Gassi e João estavam separados e já não moravam juntos. O advogado estaria tentando reatar o relacionamento com a médica. Ele estaria residindo em Marialva, onde ocupava um cargo comissionado na prefeitura de lá.

Após a morte da médica, João Vitor teria deixado Maringá de carro e seguido até Mandaguari, cidade onde familiares dele residem. Já no município, conforme informações apuradas pelo site, ele teria contado à própria família que havia matado a mãe de seu filho.

Diante da revelação, familiares do suspeito teriam entrado em contato com parentes da médica em Maringá e pedido que fossem até o apartamento dela. Ao chegarem ao endereço, os familiares encontraram a porta trancada e acionaram a polícia.

Após o acesso ao imóvel, Gassi foi encontrada sem vida. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica e demais procedimentos necessários à investigação. Informações dão conta que ao chegar na casa da família, João Vitor estava ferido com diversas perfurações causadas por faca.

A Polícia Militar e uma equipe de socorristas de Mandaguari foram acionados e prestaram os atendimentos. Diante da gravidade da situação, foi solicitado apoio da equipe médica do Samu de Maringá.

Durante a avaliação, o médico intervencionista constatou que João Vitor apresentava aproximadamente 12 perfurações provocadas por arma branca. O advogado permanece internado no HU, sob escolta policial.

A Delegacia de Homicídios deverá esclarecer a dinâmica completa do feminicídio, assim como as circunstâncias em que o principal suspeito sofreu os ferimentos. A separação do casal e a informação de que João Vitor estaria tentando reatar o relacionamento também deverão fazer parte da apuração.

A morte de Gassi Paola também provocou forte comoção e revolta entre profissionais da saúde que trabalharam com a médica no município de Sarandi. Colegas lamentaram a partida precoce da profissional e relataram a tristeza diante das circunstâncias em que ela perdeu a vida.

Pessoas que conviveram com Gassi no ambiente de trabalho contaram ao site que um dos maiores sonhos da médica era ser mãe. Segundo os relatos, ela falava frequentemente sobre esse desejo com amigos e colegas da área da saúde.

O sonho acabou se realizando com a chegada do filho, atualmente com apenas oito meses. Para quem acompanhou a trajetória da médica, a circunstância torna a perda ainda mais dolorosa. Colegas de trabalho demonstraram indignação com o crime e lamentaram que Gassi tenha tido a vida interrompida.


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