O julgamento de Éder da Silva, de 42 anos, terminou no início da tarde de quinta-feira, 3, no plenário da Câmara Municipal de Paiçandu. Após pouco mais de seis horas de júri popular, ele foi condenado a 47 anos e sete meses de prisão pelo feminicídio de Daniela Arduino, de 48 anos.
Daniela foi morta dentro da própria residência após ser atacada com vários golpes de faca. A condenação encerra uma das etapas mais aguardadas pela família da vítima, que acompanhou o desdobramento do caso desde o crime.
Após a leitura da sentença, familiares de Daniela afirmaram estar satisfeitos com a pena aplicada. Já a defesa de Éder informou que pretende recorrer da decisão. A filha da vítima, Janaína, foi quem encontrou o corpo da mãe.
Ao chegar à residência, ela se deparou com Daniela caída na sala, ensanguentada e apresentando diversos ferimentos, principalmente na região da cabeça. Durante os trabalhos realizados na cena do crime, a perícia encontrou no chão da residência uma marca de calçado em meio ao sangue.
As características da pegada se tornaram um elemento importante para a investigação e ajudaram os policiais a chegar até o suspeito. Horas depois do feminicídio, Éder foi localizado em um bar. No momento em que foi encontrado pelos policiais, ele bebia e cantava em um karaokê.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia, onde, na ocasião, permaneceu em silêncio. Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi a bota utilizada pelo acusado no momento da prisão.
O calçado apresentava características compatíveis com a marca encontrada na residência de Daniela. Os policiais também identificaram manchas de sangue no solado da bota e na roupa que Éder vestia quando foi abordado.
Desde a prisão, o caso vinha sendo acompanhado de perto pela família da vítima, especialmente por Janaína. Nesta quinta-feira, com a conclusão do júri popular, Éder da Silva recebeu a condenação pelo feminicídio de Daniela. A defesa informou que recorrerá da sentença.