Policial

Depen diz que estudante não recebeu tratamento diferenciado ao deixar cadeia após pagar R$ 15 mil

Órgão afirma que saída por acesso lateral da Cadeia Pública de Maringá teve como objetivo preservar a integridade física e a imagem do jovem. Família do motoboy repudiou a soltura e questionou a forma como ocorreu a liberação.

O Departamento de Polícia Penal do Paraná se manifestou após a repercussão envolvendo a saída do estudante de medicina Victor Hugo Lemos Miguel, de 23 anos, da Cadeia Pública de Maringá. O jovem deixou a unidade após obter liberdade provisória e pagar fiança de R$ 15 mil.

A manifestação ocorreu depois de questionamentos sobre a forma como o estudante deixou a unidade prisional. Em vez de sair pelo acesso onde estavam profissionais da imprensa, Victor deixou o local por uma saída lateral, utilizando o veículo do advogado de defesa, que teve acesso à área interna da unidade.

Segundo a Polícia Penal, não houve qualquer tipo de privilégio ou tratamento diferenciado ao estudante. O órgão afirmou que o procedimento adotado teve como finalidade preservar a integridade física e resguardar a imagem do liberado, dos servidores, profissionais de imprensa e demais pessoas presentes no local.

Em nota, a Polícia Penal do Paraná também ressaltou que os procedimentos adotados nas unidades prisionais seguem os princípios da legalidade, impessoalidade e isonomia. A situação, provocou indignação entre familiares do motoboy Rodolfo Rodrigo Notário, de 38 anos, vítima do grave acidente.

O veículo utilizado pelo advogado de defesa foi autorizado a entrar na área da unidade prisional. Posteriormente, o estudante entrou no automóvel e deixou o local sem passar pelo ponto onde profissionais da imprensa aguardavam para registrar sua saída.

Victor é apontado como o motorista do Honda City envolvido no grave acidente que deixou Rodolfo em estado crítico. Conforme as informações apuradas sobre o caso, o carro atingiu violentamente a traseira da motocicleta do motoboy. Após a colisão, a moto ficou presa à parte dianteira do automóvel.

O estudante deixou o local após o acidente e posteriormente retornou a pé. Ele foi encaminhado à delegacia e permaneceu preso até a decisão judicial que concedeu a liberdade provisória mediante pagamento de fiança e cumprimento de medidas cautelares.


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