A Prefeitura de Maringá lançou na sexta-feira, 14, o movimento 'Maringá Pela Vida', iniciativa que reúne uma série de medidas para tentar reduzir o número de acidentes graves e mortes no trânsito da cidade. Somente em 2026, 29 pessoas já perderam a vida em acidentes em Maringá.
As ações previstas no Plano de Segurança Viária foram apresentadas durante uma reunião realizada no Paço Municipal, com a participação de representantes das forças de segurança e de entidades da sociedade civil.
Durante o encontro, o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, apresentou dados sobre a violência no trânsito. Entre 2021 e 2026, 122 motociclistas e 14 passageiros de motocicletas morreram em acidentes na cidade. Juntas, essas vítimas representam 62% de todas as mortes registradas no trânsito.
O levantamento também aponta que os sábados, entre 18h e 23h, concentram o maior número de ocorrências fatais. Uma das principais medidas anunciadas pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) é o reforço dos bloqueios, especialmente durante a noite com maior concentração de acidentes.
Segundo Luciano Brito, as fiscalizações noturnas serão triplicadas. As equipes deverão intensificar o combate ao excesso de velocidade, associação entre álcool e direção, avanço de sinal vermelho e uso do celular ao volante, entre outras infrações.
A intenção é ampliar a fiscalização eletrônica e melhorar a visibilidade em cruzamentos considerados críticos. Serão instalados radares sonoros de velocidade, implantação de lombadas modulares, transformação de algumas vias de mão dupla em mão única e ampliação da fiscalização eletrônica.
A situação da Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, também entrou na discussão. Conforme dados apresentados pelo inspetor-chefe da Polícia Rodoviária Federal, Pedro Faria, o número de acidentes na avenida aumentou 15% de 2025 para 2026.
O prefeito Silvio Barros afirmou que o poder público deverá endurecer a fiscalização e ampliar as campanhas educativas, mas destacou que a redução das mortes também depende do comportamento dos próprios condutores.
De acordo com o prefeito, as estatísticas indicam que pelo menos 90% dos acidentes estão relacionados a fatores como imperícia, imprudência e negligência. O movimento também pretende envolver empresas e instituições.
Materiais educativos serão disponibilizados para campanhas internas e representantes das forças de segurança e da sociedade civil poderão apresentar sugestões de ações para melhorar a segurança de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
O presidente da Associação de Motoboys, Motogirls e Bikes, Paulo Roberto Júnior, também defendeu critérios mais rigorosos por parte das empresas de aplicativos na seleção de entregadores. Segundo ele, jovens sem experiência acabam sendo liberados para trabalhar com entregas.