Policial

Dentista é preso preventivamente em Maringá por suspeita de golpes contra pacientes

Investigação aponta uso indevido de cartões bancários e empréstimos sem autorização

O dentista Gabriel Nicolas Wiezel, de 26 anos, foi preso preventivamente em Maringá, acusado de aplicar uma série de golpes financeiros contra pacientes de uma clínica odontológica localizada na região central da cidade.

Segundo atualização da Polícia Civil divulgada nesta terça-feira (28), o prejuízo causado pelas fraudes já ultrapassa R$ 200 mil e o número de vítimas segue em crescimento. Mais de 50 pessoas já registraram ocorrências relatando prejuízos financeiros, e a tendência é que esse total aumente nos próximos dias.

A maioria dos pacientes lesados é formada por idosos, considerados mais vulneráveis ao esquema investigado. As apurações indicam que o suspeito utilizava cartões bancários de pacientes para realizar cobranças indevidas, incluindo valores duplicados e triplicados, além da contratação de empréstimos.

Em alguns casos, procedimentos odontológicos que inicialmente custariam cerca de R$ 2 mil resultaram em faturas que ultrapassaram R$ 50 mil. Ainda conforme a Polícia Civil, há indícios de que as práticas eram intencionais e sistemáticas.

Pacientes que tentaram contestar as cobranças relataram dificuldades para obter estorno e, em algumas situações, afirmam ter sido alvo de novas cobranças irregulares. Também há registros de empréstimos realizados em nome das vítimas sem consentimento.

As denúncias começaram ainda em 2025, mas ganharam força nas últimas semanas, o que levou ao avanço das investigações e ao pedido de prisão preventiva, acatado pela Justiça. A polícia segue trabalhando para identificar novas vítimas e dimensionar completamente a extensão do esquema.

A clínica odontológica envolvida informou, por meio de nota, que já tem conhecimento das investigações, que realiza apuração interna e que está colaborando com as autoridades. A empresa destacou que atua no modelo de franquia, com unidades autônomas, e que eventuais irregularidades são de responsabilidade exclusiva da unidade investigada.

A franqueadora também se manifestou, afirmando que repudia qualquer prática ilegal, que abriu investigação interna e que poderá adotar sanções caso as irregularidades sejam confirmadas, incluindo a rescisão contratual. Ambas reforçaram o compromisso com a transparência e a continuidade dos serviços.


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