Policial

Clientes acusam empresa de estelionato após venda de veículos sem repasse de valores em Maringá

Empresa promete venda em até 40 minutos e pagamento imediato via Pix, mas clientes relatam não receber

Várias pessoas em Maringá procuraram a Delegacia de Estelionato para registrar boletim de ocorrência contra a empresa Vaapty, que atua na venda de automóveis. A empresa funciona dentro do pátio de um supermercado, no cruzamento da Avenida Colombo com a Avenida Paraná.

Reconhecida nacionalmente, a Vaapty anuncia como principal atrativo a promessa de vender o veículo do cliente em até 40 minutos, com garantia de pagamento imediato por meio de Pix. No entanto, segundo relatos feitos à polícia, essa promessa não vem sendo cumprida.

Um casal que se diz lesado afirma ter entregue um Renault Kwid à empresa na semana passada. Conforme o relato, o veículo já teria sido repassado pela Vaapty a uma garagem ou revenda de carros da cidade, mas até o momento o valor da venda não foi transferido aos proprietários.

Cansados da situação, o casal procurou a reportagem na manhã desta segunda-feira, 13, alegando não suportar mais a falta de respostas e a sequência de adiamentos. Eles também retornaram à empresa em busca de esclarecimentos. O site procurou um funcionário, mas o mesmo se recusou a gravar entrevista.

Durante a ida à empresa para tentar resolver a situação, o casal relata que conversou com outro rapaz que chegou ao local naquele momento. Na conversa, veio a surpresa: o homem afirmou ter visto o anúncio do Renault Kwid, entrou em contato com a Vaapty, fechou o negócio e realizou o pagamento.

Apesar disso, ele também não recebeu o carro, passando a se considerar igualmente lesado. Após deixar a empresa, o casal se dirigiu diretamente à delegacia, onde registrou oficialmente o boletim de ocorrência por estelionato.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Maringá, que confirmou a existência de procedimentos em andamento envolvendo a empresa Vaapty. Recentemente, sócios de uma concessionária de veículos de Londrina foram condenados pela Justiça pelo crime de estelionato.

A decisão judicial descreve dezenas de crimes de estelionato e infrações contra a economia nacional. O esquema prejudicou mais de 80 vítimas, conforme apurado no processo. Os administradores utilizavam a estrutura comercial da loja para atrair clientes e reter o dinheiro das transações.


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