Policial

Lei eleitoral coloca na rua principal suspeito de matar adolescente em Maringá

Luiz Gustavo Xavier Alves, de 20 anos, morador do Jardim Primavera, em Paiçandu, é o principal suspeito de ter atirado e matado a adolescente...

Luiz Gustavo Xavier Alves, de 20 anos, morador do Jardim Primavera, em Paiçandu, é o principal suspeito de ter atirado e matado a adolescente Ingrid Vitória Júlio Regina, de 15 anos. A garota foi baleada na cabeça durante a realização de uma festa clandestina que ocorria no Parque Tecnológico, saída para Campo Mourão. Gustavo Xavier foi apontado como o atirador por cerca de 10 testemunhas que contaram a mesma versão. Testemunhas ainda relataram que Gustavo fugiu do local em um automóvel VW Golf de cor escura. Logo após o acontecimento, policiais deslocaram até a casa do meliante mas ele não foi localizado. O criminalista Ragiotto decidiu apresentar seu cliente no final da manhã desta quarta-feira (11), logo após ficar sabendo que Gustavo estava sendo investigado pela morte da adolescente. Durante seu depoimento, o suspeito contou ao delegado que esteve na festa, escutou o barulho dos tiros e começou a correr. Questionado, Gustavo negou participação no crime de homicídio da garota Ingrid. Após ser ouvido, o delegado Diego Almeida anunciou que Xavier tinha mandado de prisão temporária decretada, porém, a prisão não ocorreria por causa da lei eleitoral que impede uma pessoa de ser presa. A legislação eleitoral diz que nenhuma pessoa poderá ser presa cinco dias que antecedem a eleição, nem 48 horas depois do dia 15 de novembro. A polícia somente pode prender alguém estando em flagrante. Segundo o delegado de homicídios, se o título de eleitor do suspeito não estivesse regular e portanto ele não pudesse votar no domingo, ficaria preso. Mas o título dele está regular. A investigação diz que o alvo de Gustavo era alguém que estava na festa, mas Ingrid foi atingida por um tiro morrendo de forma inocente. O advogado do suspeito diz que o cliente foi acusado injustamente por uma pessoa com quem ele tem desavenças. E disse que o cliente não irá fugir porque quer prestar contas à Justiça. Já a dona Valéria e o pai Antônio foram até a delegacia e assistiram o principal suspeito saindo pela porta da frente da DP. A mãe ficou desesperada e começou a chorar muito ao ver a impunidade com sua família.      

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