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GUARDA MUNICIPAL DE MARINGÁ ESTÁ PROIBIDA DE AGIR NA CIDADE


Uma operação da Guarda Municipal de Maringá que aconteceu no final do mês de março na Rua Fernão Dias dividiu opiniões até mesmo da 6ª Promotoria de Justiça. No dia da operação desencadeada pela GM e outros órgãos da prefeitura, foi abordar moradores de rua que continuam incomodando comerciantes, moradores e consumindo drogas em plena luz do dia.

Durante a revista aos moradores de rua que ficam nas proximidades do Albergue Santa Luiza de Marillac, um dos abordados foi preso com mandado de prisão e objetos como faca e cachimbos para o consumo de crack foram apreendidos. No dia da ação, comerciantes elogiaram, mas a direção do Albergue não ficou satisfeita.

O promotor de justiça, Maurício Kalache, pediu a prefeitura da cidade que a Guarda Municipal aja dentro de suas competências legais. A recomendação do promotor Kalache consta que dois ofícios foram encaminhados para o prefeito Ulisses Maia. Nos documentos citam ações abusivas inconstitucionais pela promotoria.

Segundo o promotor, muitas ações da Gm configuram em "batidas policiais", que compete à Polícia Militar. A competência da Guarda Municipal de Maringá é coibir a prática de infrações penais contra bens, serviços e instalações municipais. Kalache ainda disse que defende a oferta de políticas públicas nas áreas de saúde, assistência social e emprego para as pessoas que buscam amparo no albergue.

A promotoria ainda reforça que a GM pode dar apoio a PM em abordagens e apreensões, mas sem assumir protagonismo nas abordagens. O coronel Antônio Tadeu Rodrigues, do Conselho Comunitário de Segurança, procurado pela reportagem, disse que não houve excesso dos guardas municipais.

O Conseg ainda afirmou que o trabalho da GM ajuda a minimizar um problema de segurança pública que tem gerado centenas de reclamações. A prefeitura de Maringá respondeu a promotoria que está reestruturando a Guarda Municipal e que as "batidas policiais" não vão acontecer mais.

A prefeitura ainda informou que a Guarda continuará agindo com a PM, Samu, e Sasc, Secretaria de Assistência Social. Os comerciantes foram procurados na manhã desta terça-feira (6) pelo repórter André Almenara. Todos os empresários não concordaram com a atitude do promotor.

Um dos comerciantes ainda relatou que o promotor Maurício Kalache foi convidado para participar de uma reunião e não compareceu. "Se continuar desse jeito, daqui alguns dias teremos uma cracolândia igual de São Paulo instalada em Maringá", disse um comerciante. 

O Comandante da Polícia Militar de Maringá, Ênio Soares dos Santos, afirmou que está solicitando diariamente viaturas para a Rua Fernão Dias para abordagens e revistas. O coronel disse que não tem como deixar uma viatura disponível somente para esse lugar, mas que frequentemente ações serão realizadas no local.


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